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ECONOMIA CRIATIVA E SOLIDÁRIA

     Acompanhamos a sociedade contemporânea demandando cidadãos que aceitam uma atitude diferenciada, pessoas que verdadeiramente tenham atitudes e presença política. A dinâmica político-econômica pautada na globalização é algo visivelmente irreversível e na qual se deve buscar uma acomodação, estamos em um período histórico em que a agitação de homens e de riquezas e o intercambio de idéias, de informações e de cultura causar e estabelecem mudanças sociais profundas, no grau em que transformam arquétipos culturais, os sistemas de consumo e de produção, são responsáveis pelo desenvolvimento de uma região.

      Reconhecemos a acuidade da “economia criativa”, que não é apenas aquela que se inova, surpreende e constitui, mas também aquela que se reinventa, reergue, ressuscita idéias aparentemente mortas tendo em vista criar “o novo”. E este “novo” estimula por objetivos altivos que ultrapassam a mera ciência de lucro privado e sobrevivência no mercado. A essência da economia criativa está nas atividades intelectuais. A inclusão social, a igualdade dos cidadãos são resultados da economia criativa, que necessita da participação ativa da população, não dando espaço para ações de assistencialismos, por exemplo.

     Aproveitar da economia criativa nos admite deliberar antigos problemas e acautelar dificuldades futuras, pois instrui a ver impedimentos como provocação a serem extrapolados e oportunidades como degraus de uma interminável escalada.

Fernando Alves – Me. Ciência Política USP

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