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O voto, o voto nulo e seus representantes fisiológicos

 

     Constantemente desde as eleições presidenciais de 1989, cerca de 30% do eleitorado brasileiro têm, de propósito ou não, desempenhando o voto alienado, sendo assim, a absorção deste voto mostrou - se crucial para conquista do Palácio do Planalto em 2014, a rejeição a partidos políticos e a explicita insatisfação com a conjuntura nacional sinalizam para um panorama de elevada abstenção e altos índices de votos brancos e nulos na próxima eleição. A soma dos itens citados é conhecida, na ciência política, como Índice de Alienação Eleitoral.

 

     Entretanto, engodar tal eleitorado não será tarefa fácil e questões como o espelho das recentes passeatas; a infidelidade partidária dos candidatos; a carência de renovação e oxigenação da representação; a propagação de partidos fisiológicos sem assimilação ideológica além da falta de sincronismo entre candidatos e eleitores deve impulsionar o voto alienado.

 

     Os Poderes constituídos, de maneira geral, não respondeu de maneira satisfatória às expectativas dos eleitores, em face do exposto, o cenário oferecido assinala para uma ampla dificuldade dos políticos conquistarem os eleitores a ponto de conferir-lhes os votos necessários para sua eleição, o nosso papel como sociedade, é nos atentarmos, com relação a velha prática política, e com o discurso vazio do novo, como solução dos problemas das cidades.

 

Fernando Alves – Me. Ciência Política USP

 

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