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ENSINO PÚBLICO NO BRASIL E NO ESTADO DE SÃO PAULO

 

Por: Gustavo Andrade, ex-aluno de escola pública

 

     O futuro e o desenvolvimento de uma sociedade se baseiam essencialmente na educação. Os avanços que alcançaremos, até onde podemos chegar, são fatores definidos pelos avanços de gerações e pela educação aplicada a elas. Entretanto, o que observamos no Estado de São Paulo, nos dias de hoje, é um ensino precário e uma desvalorização enorme dos professores e dos alunos.

     As instalações escolares são precárias, alunos e docentes reclamam diariamente das condições nas quais estudam, com janelas quebradas, ventiladores que não funcionam, portas sem fechaduras, dentre outros fatores. Isso é gerado pela falta de investimentos por parte do governo do Estado para com as escolas estaduais, que mal conseguem adquirir papéis sulfite com o que recebem.

     Além disso, todos sabemos da desvalorização dada pelo governo aos professores. Essas pessoas que estudaram para transmitir conhecimentos e gerar futuros são tratadas como nada por aqueles que dizem “cuidar” da educação neste Estado. Os péssimos salários, a falta de benefícios, os erros constantes nas folhas de pagamento e as altas exigências cobradas são motivadores para que os professores larguem tal profissão para buscarem uma alternativa.

   E esta desvalorização em relação aos docentes acarreta, por consequência, na desvalorização dos alunos. As situações precárias nas quais estudam, a falta de recursos pró-aprendizagem, e a desmotivação perceptível dos docentes, fazem com que os alunos se desmotivem dos estudos e levem este círculo vicioso do ensino paulista a situações mais drásticas, como paralisações, desconfiguração do âmbito escolar, dentre outros.

     Portanto, a falta de investimentos por parte do governo quanto à educação gera a situação precária de hoje, com más instalações das escolas, desmotivação de alunos e professores, fechamentos de períodos, fechamento de mais de100 salas de aula no ABCD e mais de 1.000 em todo o estado de São Paulo, provocando desta forma a superlotação de outras onde várias chegam a ter mais de 60 alunos, demissão de mais de 30.000 professores em todo o Estado entre muitas outras coisas. É por isso que a sociedade como um todo deve dar total apoio as ocupações das escolas que aconteceram em São Paulo e em Goiás, bem como as greves e todas as lutas que os professores travam pela educação, pois os verdadeiros heróis não são os dos filmes hollywoodianos como o Homem-Aranha ou o homem de ferro, mas sim os das salas de aulas de todo o Brasil, os professores.

 

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