
TEM MUITA MERENDA ATRÁS DESSA MOITA !
Por: Sociologia na sala de aula
Desde o inicio de Janeiro de 2016, a população de São Paulo assiste um dos maiores casos de corrupção da história dentro da pasta da educação. Não respeitar a data-base do funcionalismo público, cortar o ponto dos professores em meio a uma greve, colocar mais de 60 alunos por sala de aula, escolas sem papel sulfite e higiênico não foi o bastante para o governador Geraldo Alckmin (PSDB), ele, agora, retirou da boca dos filhos da classe trabalhadora a merenda escolar.
Deflagrada pela policia civil no último dia 18 de Janeiro, a operação Alba branca investiga contratos superfaturados na merenda escolar das escolas estaduais de São Paulo. Grampos realizados pela policia no dia 4 de dezembro de 2015 (dia em que o governador suspendeu seu projeto maluco de fechar 94 escolas, após uma forte pressão da sociedade civil), Indicam que o esquema envolvia Fernando Padula, que na época era chefe de gabinete da secretaria da educação e Luiz Roberto dos Santos, o moita, então chefe de gabinete de Edson Aparecido, secretário chefe da Casa Civil do governo Geraldo Alckmin (PSDB).
Preso pela policia civil após o inicio das investigações, o ex-presidente da Coaf (Cooperativa Orgânica Agrícola Familiar) Cássio Izaque Chebabi fez um acordo de delação premiada e em seus depoimentos começou a citar vários nomes diretamente ligados ao palácio dos bandeirantes. A saber, foram citados em seus depoimentos o ex- secretário de educação Herman voorwald e o presidente da ALESP Fernando Capez (PSDB).
Herman Voorwald
Segundo o delator, Herman teria recebido uma propina no valor de R$ 100.000,00 (Cem mil reais) para não contratar a Cooperativa Orgânica Agrícola Familiar (Coaf) e manter negócio com uma antiga fornecedora da Pasta.
Fernando Capez
Segundo delator, Capez teria recebido propina por contratos que prefeituras e a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo firmaram com a Cooperativa Orgânica Agrícola Familiar (Coaf). Ainda segundo eles, os valores de propina pagos chegavam a ser 25% do total dos contratos firmados e eram, boa parte das vezes, entregues em dinheiro. A cooperativa também superfaturava o valor dos alimentos.
Moita
Grampos telefônicos comprovam que Luiz Roberto dos Santos, o moita, então chefe de gabinete de Edson Aparecido, secretário chefe da Casa Civil do governo Geraldo Alckmin (PSDB) operava o esquema de superfaturamento dos contratos de dentro do palácio dos bandeirantes.
Há mais de 20 anos no poder essa, talvez, seja umas das piores situações políticas dos governos tucanos no Estado de São Paulo. Após uma proposta de (DES)organização das escolas públicas estaduais, que visava a transferência de mais de 300 mil alunos e o fechamento de 94 escolas ter sido fracassada após a ocupação de mais de 200 escolas, cai sobre as mesas dos pátios escolares (onde as crianças comem nos horários de intervalo) a bomba do MERENDÃO TUCANO, retirando de sobre a mesa todo o resto de comida e suco de laranja que ainda restavam.
Desde o inicio das aulas muitas escolas tem mandado bilhetes aos pais dos aluno informando sobre a falta de merenda e solicitando aos pais que coloquem lanches nas mochilas das crianças para que elas não fiquem sem ter o que comer durante o período em que permanecerem na escola.
A população quer saber:
CADÊ A MERENDA QUE TAVA AQUI?
