
A SÍNDROME DE BURNOUT
Por: Sociologia na sala de aula
O QUE É?
O problema foi identificado em 1974, nos Estados Unidos, pelo pesquisador Freunderberger. A chamada Síndrome de Burnout é definida como resultado do estresse profissional e se caracteriza por exaustão emocional, avaliação negativa de si mesmo, depressão e insensibilidade com relação a quase tudo e todos.
O termo Burnout é uma composição de burn=queima e out=exterior, sugerindo assim que o profissional com este distúrbio consome-se física e emocionalmente, passando a apresentar um comportamento agressivo e irritadiço.
SINTOMAS
1- Emocionais: avaliação negativa do desempenho profissional, esgotamento, sensação de fracasso e impotência, baixa autoestima.
2- Físicos ou transtornos psicossomáticos: fadiga crônica, dores de cabeça, insônia, úlceras digestivas, hipertensão arterial, taquicardia, arritmias, perda de peso, dores musculares e de coluna, alergias, lapsos de memória.
3- Alterações comportamentais: maior consumo de café, álcool e remédios, faltas no trabalho, impaciência, sentimento de impotência, incapacidade de concentração.
A SÍNDROME DE BURNOUT E A CONSTITUIÇÃO FEDERAL
No decreto nº 3048/99 que regulamenta a Previdência Social, o grupo V da Classificação Internacionais de Doenças - CID 10 -, menciona no inciso XII a “Síndrome de Burnout”, “Síndrome do Esgotamento Profissional”, também identificada como “Sensação de Estar Acabado”. O profissional tem direito a afastar-se do trabalho uma vez que tenha sido diagnosticada a Síndrome.
A SÍNDROME DE BURNOUT E O MAGISTÉRIO
De acordo com pesquisas realizadas pela APEOESP e órgãos ligados a saúde dos trabalhadores, os professores (as) estão entre os profissionais mais expostos a Síndrome de Burnout. Com efeito, os baixos salários, as péssimas condições de trabalho, a superlotação das salas de aula, a desvalorização profissional, a falta de perspectivas profissionais na ausência de um plano de carreira, criam condições para o professor (a) ser acometido por este mal.
Tempos atrás o governador José Serra enviou e a Assembleia Legislativa aprovou um PLC que limita as faltas médicas dos professores (as). Depois de alguns anos a realidade se encarregou de mostrar que esta lei é ineficaz. Não se resolve a Síndrome de Burnout e outras doenças dos professores (as) com medidas administrativas. O ex-governador sabe disso. Os deputados que aprovaram a lei também o sabem.
O objetivo é culpar o professor (a) pela sua própria doença. Não são as condições de trabalho que deixam o professor (a) doente. Ele (a) sai de licença-médica porque não gosta de trabalhar. Era este – e não outro – o pensamento dos deputados quando aprovaram e do ex- governador José Serra quando promulgou a lei das faltas médicas.
